* E eu to vendo as coisas cairem do céu, e se acentando em seus lugares certos, de um jeito que nunca aconteceu comigo. Eu vejo as novidades, as pessoas e principalmente eu, em seus devidos lugares, seguindo seus proprios caminhos. E eu me vejo sorrindo, eu me vejo junto dos meus amigos, eu vejo eles do meu lado, com a mão no meu ombro, e sorrindo com meu sorriso. E eu estou segurando a mão de alguem, que me faz mais feliz ainda. Ao fundo, meu lugar secreto, um descampado verde, um lago cristalino e alguns bancos. E nisso tudo, eu continuo sorrindo, coisa que nunca aconteceu comigo.
* eu to feliz, por dentro, por fora, por tudo. Pelo simples fato de estar dando certo, e de estar viva. Quer dizer que eu sobrevivi a tudo, com QUASE sem nenhuma sequela. Mas quem liga, eu sobrevivi. Isso já é motivo do maior sorriso.
* Sabe aquela historia de borboletas na barriga, e de falta de ar, tudo blábláblá de filmes né?. não. Pelo incrivel que pareça, não é nada ficticil.
* ela não tem noção de como meche comigo, mas ela disse que eu mecho com ela tambem. Ai então estamos bem. Mas ela ainda não sabe, de como aquele olho azul me deixa mole, me ranca o ar, assim derrepente, tão derrepente que me deixa meio tonta. É quase sem querer, eu acho que ela nem faz de propósito, mas o jeito dela já me deixa com cara de boba, é como se ela soubesse meus pontos fracos e ataquem eles com o seu perfume. Perfume esse que gruda em todo lugar que ela rela, ou toca. Como a minha pele. Esse cheiro me faz fechar os olhos e respirar fundo, numa vontade louca de imaginar ela perto, bem perto, perto o suficiente. É tão confuso. Mas eu quero tanto que isso dê certo, eu quero fazer com ela, oque ela faz comigo. Eu tambem quero ser o motivo do sorriso dela, como ela é do meu agora. E assim vai, eu quero proteger ela de tudo que quiser machuca-lá. Eu quero, andar com ela por onde for, de mãos-dadas e a fazendo rir, e fazendo com que ela se sinta bem. Eu quero ela perto, do meu horizonte, do meu céu.
* eu não sei, ela me deixa confusa, ela me deixa feliz, ela me ocila como se eu fosse um brinquedo, que ela sabe manuzer bem, e que faz dele o que quiser. Ela me deixo boba feita uma criança, ela me deixa nervosa como alguem que vai falar pra uma multidão. E isso é bobo, desde quando eu sou assim?. Desde quando, em tão pouco tempo, alguem pode me afetar tanto?. E nem adianta tentar entender né, eu paro e penso em como aquele jeito de criança me traz paz, é como se eu precisa dela, pra me sentir boa, sabe, pra me balanciar. Eu nem quero saber o que ta acontecendo, mas é bom. Me faz querer sorrir pra qualquer pessoa que passa por mim, só pra elas saberem que eu estou bem, e a culpa é sua.
* sua guardiã. eu vou tentar ser, eu quero ser. Te proteger.
* eu to com medo de abrir os olhos, eu não quero que isso acabe. Porque tudo pra mim, é como um sonho, dura uns segundos, me da felicidade plena, mas depois some. Como o vento. :l é esse meu medo.
* medo não de se machucar, disso não, já criei uma proteção e não ligo mais. Medo é de ficar sem, medo da quele burraco voltar, por outros motivos. Medo de não ser o suficiente pra merecer. Medo de denovo pular no vazio, e encontrar o chão duro.
* mas guardiãs, não podem ter medos, ou fraquesas. algum dia, eu te explico mais sobre isso.
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