Me vejo aqui. Assim parada, como um pedaço de um todo que não o pertecence mais.
Me vejo assim, sem nenhum inicio nem fim, apenas o meio.
Me fiz assim, acustumei que desse jeito fosse. Apenas momentos, dias, semanas, de felicidade.
Como se entrasse nas vidas das pessoas e por momentos a fizessem felizes, apenas momentos. Momentos são tão passageiros como todos esses sentimentos. Levo a cada pessoa, o melhor de mim, o sentimentos mais sincero e vevírido, pra que assim, estabeleçam a felicidade a minha volta. Dou tudo de mim, simplismente tudo.
Mas como já disse, momentos passam, não se tem momento pela vida toda. E eu me sinto desgastada. Como se a felicidade constante fosse proibida, já prevista pra acabar num periodo muito curto de tempo.
Então, desgastada, me vejo aqui denovo. Agora como uma parte, não mais sou momento feliz. Apenas partes, lembranças, as historias de 'lembra daquela vez'. Apenas recordações.
Mas toda vez que me tiram do todo, levo comigo pedaços do meu tudo. A cada historias que me botam um fim, levo seus personagens no peito. A cada despedida, levo o choro preso nos olhos. E eu vou assim, sendo usadava, deixada, lembrada.
Agora eu sento aqui nesse meio-fio acabado e me recordo dos carros que ja passaram por estas ruas. Das chuvas que já lavaram esse pedaço de chão. E das pessoas que pisaram sobre ele, fizeram dele sua base, e simplismente foram embora.
Agora eu me pergunto, assim olhando para o céu; até quando eu vou ser pedaços de momentos?! Juro, que estou falando com as estrelas, talvez elas me entendam quando eu pergunto; Até quando eu vou ser parte de um coisa que não posso chamar de minha?!.
É que depois de tanto fazer coisas que julguei certa e não cheguei a lugar nenhum, agora me pergunto se as coisas que eu julgo são certas. É que, o cançaso bateu nas pernas quando viu que ainda havia tanto chão pela frente, e ninguem ao seu lado.
É que eu só queria saber, quando eu vou fazer parte de alguma coisa que leve meu nome, e não um adesivo retivável com o meu apelido.
Não procuro mais. Não encontro mais, nem me decepiciono. Não vivo de amor, nem morro de dor. Não ando, logo não caiu. Não faço, logo não deixo de fazer.
Agora não sou nada, agora não faço parte da vida de ninguem. Virei lembranças, daquelas que voce tem no meio de um conversa onde o assunto é lembrar das coisas que voce ja fez na vida.
Virei estrela. Tipo aquelas que me ignoram toda vez que pergunto onde esta o meu todo que vai fazer de mim a parte completa.
Olhei pro céu, e percebi que nada é igual, nem diferente, nada é simplismente nada. E que tudo sempre acaba bem, volta pro inicio. Volta pro nada. E todo mundo se acustumou com isso.
' se fosse pra falar de algo bom, voce lembraria de mim?'
faça das palavras, coisas, ações. Não as deixe morrer nos ouvidos desatentos do seu ouvinte.
Faça delas emoções, use-as como se fossem armas, e não as jogue fora como se fossem lixo.
Faça palavras serem mais do que palavras, e pare de jogar elas pra cima e torcer pra que alguem pegue. Palavras quebram, e como cristais, não se gruda numa no outra e forma uma nova.
Faça palavras criarem vida, e as deixe viver. Coisa que voce não consegue sem elas.
Palavras, palavras, palavras, ao vento. Já dizia cassia eller, que jurou fazer delas mais do que momentos.
Pare de fingir palavras, pare de mascarar palavras, deixe que saiam, deixe que tomen os ouvidos daqueles que querem ver saindo da sua boca. Deixe...
- perdi a luta mais curta da historia -
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