terça-feira, 14 de julho de 2009

confissão.

Confesso. Sim, que menti. Confesso pra ti agora que me enganei mais do que enganei qualquer outra pessoa. Confesso que retorci a verdade até que pingasse pequenas gotas de mentira, mas só quem se fudeu com isso fui eu.
Tu que não sabes, não faz nem idéia de como dói em mim ter que colocar isso em palavras e denovo ter que dormir e acordar com elas grudadas nos olhos.
Acima de tudo, quem mais me enganou foi meus sentimentos, culpa eles, pois eu culpo. Manditos sentimentos que nunca sabem o que querem, que dormem e acordam nas piores horros possiveis e que somen quanto deveriam entrar em cena. Culpa deles!
Confesso, longe dos teus olhos é mais fácil dizer que não gosto mais de ti. Quando longe consigo te esquecer. E por um tempo jurei estar livre das tuas correntes que me aprizionava os pés, mãos e antebraço, jurei que você era apenas meus passado belo, que eu gostava de recordar quando via algo bonito demais.
Belas mentiras as minhas. Belos sentimentos os meus, que por odiarem tomar decisões, apenas ignorava-as.
Quase não acredito em mim mesma quando vejo como não consigo botar fim em nada, relacionado a voce, mas que odio que me dá. Fazem quase 3 anos, ou mais, eu nao sei. Jamais pude dizer com verassidade que te esqueci, jamais pude apenas virar as costas e sair andando, jamais... tive coragem o suficiente pra revidar qualquer coisa que te machucaria.
Ainda lembro da antiga você, me faz pensar como voce mudou, ahhh, como voce mudou. Pra melhor eu digo. Vejo alguem completamente diferente hoje, mas ainda sim com o mesmo sorriso, o mesmo olhar.
Secretamente, invejei todos aqueles que tinham o que eu nunca tive. Sou mais humana do que qualquer pessoas e os meus defeitos eu sei de cor. E tu que sabes de quase todos.
Invejei todos aqueles que tinham a sua atenção, aquela que eu tanto lutei pra ter. Invejei cada mensagem que tu enviou pra alguem e jamais pra mim. Desejei... cada olhar de preocupação seu, dirigido aos outros. aaaaah!
Como num filme, eu vi voce crescendo, vi voce mudando e só hoje eu percebo o medo que eu tenho de apenas te assistir, jamais contracenar com voce nisso tudo. Me vejo como uma observadora, que ri, que vê, mas jamais entra em cena e faz contigo um filme.
Saudade? só de tudo só! Só de uma sala suja, de um canto só nosso, de todo aquele mistério que era quando ninguem jamais dizia uma palavra. Saudade, de um onibus velho, de uma tarde sozinhas, de um beijo roubado. Saudade mesmo é de você. Então diz que se lembra, quando tu sentava do meu lado e fazia questão da minha presença sempre. Então, lembra dos abraços forçados, dos bilhetes amaçados e das vezes ao celular.
eu lembro, infelizmente, eu lembro de tudo. As vezes, preferia não lembrar. Saudade alguma mata, eu sei, mas machuca demais, dói na alma, dói em lugares que eu nem sabia existencia.
agora...
eu sei, voce foi embora. Fez o certo e seguiu... então me diz o que eu to fazendo aqui parada? falando de velhas memorias? mesmo sabendo que jamais voltaram.
Eu vi voce saindo pelo portão e apartir daquele dia eu soube que jamais voltaria, jamais entraria pela porta novamente E não entrou.
Eu perdi minha chance e a culpa foi toda minha. Eu fiz por onde e agora eu só lamento.
Mas é que eu jamais deixei de pensar em como seria se... eu ficasse, se a gente se beijasse antes daquela chuva cair, se eu tivesse mais coragem.
Minha falta de capacidade de deixar as coisas irem, me destrói. Pelo simples fato de jamais conjulgar teu verbo no passado, eu fodi com toda minha conjulgação.
E se eu dissese pra tu que até quando jurei te odiar, no fundo pedia pra que voce voltasse?!
Quando dizia ter te deixado para trás eu apenas estava tentando dizer que ainda te esperava aqui na frente?!

nada disso tem alguma finalidade. eu apenas não estou suportando mais.
pensei mesmo que tivesse superado... mas eu acho mesmo que ainda não...
acho que cantei vitória rapido demais e te ver de novo me fez ver que não é tão fácil assim, pelo menos pra mim.

eu fico imaginando se um dia isso vai passar, se por ti eu terei total indiferencia e conseguirei te ver sem te querer um pouco mais perto.

O pior?
pior é saber que jamais voltarás, pior é lembrar que o portão ja se fechou a tempos atrás e que voce nao pulou o muro, que eu fiquei sentada num banquinho te vendo vuar rua a fora. O PIOR é te ver seguindo em frente, amando outra vez, guardando o passado onde deve ser guardado, numa caixinha de sapato dentro do guarda roupa. o pior é te ver mudando, e eu sei que não mais mudarei com voce. O pior é ter que mentir pra mim, mentir pra voce, mentir pra mim de novo. Pior é que tu não ouve eu gritar, nem falar, nem sussurar. Eu, me limito a uma janela de msn, é a coisa mais proxima que de ti eu chego. Pior é te ver assim, e te imaginar em mim.
Dificil... é ter que fingir nao me importar. É chegar a conclusão que não havera adeus enquanto eu ainda estiver aqui. É descobrir que isso tudo é só passado. Lembranças das quais eu tento re-viver, mesmo sabendo que nada dura mais do que tem que durar. Dificil? pouco.

Queria poder dizer que nao preciso de voce, pra ser forte. Nem para apontar os meus erros, muito menos pra me julgar. Queria apenas dizer que sei cuidar de mim mesma e jamais precisei da sua ajuda.
ha.
quem dera eu... mas eu disse que não mentiria pra voce.



é, depois de todos esses anos... eu ainda não mudei, mudar pra mim, seria uma traição comigo mesma e por isso eu sempre serei assim.
Depois de tanto tempo... eu ainda tenho que admitir, jamais te esqueci completamente.
admito, ainda sinto ciumes, do qual, me recuso a falar.
me recuso a falar!

não sei o que realmente acontece, mas eu sei que está errado. Nunca na hora certa, sempre esperando uma hora boa. Jamais pensando que a hora, nunca chegara.


Finga que não leu, finga que não sabe.
que eu continuo fingindo.
então podemos dizer que... eu ainda te amo.
e por isso, vou embora novamente, pra que eu esqueça outra vez...
estou voltando pra longe. Pra que não atrapalhe, pra que não estrague...
ainda sim, peço que lembre as vezes... de mim.

essa é a minha confissão.
__
hateen - não existe adeus
PCD - hush hush
__

então, me diz o que eu faço com toda essa porra de sentimento de novo?
to com raiva de mim!
JURO, tenho vontade de meter o pé na porra da porta e sair correndo pra qualquer lugar.
jamais sentir esse vazio de novo, que é saber que jamais voltara. jamais!
e aquele burraco, lembra??? então, re-encontrei ele hoje e ele esta enorme !
porra!

Um comentário:

Anônimo disse...

Eu só fiz o que pensei ser o certo.

"seguir em frente"

♥