*hoje, quinta-feira, às 15h da tarde, estava ali no sofá olhando pra um copo vazio da rede 'Chiquinhos sorvetes' lembrando de como você sempre pedia de 'leite condençado' ou 'leite ninho' ou qualquer coisa sem gosto que eu não via a minima graça. Com "Se te faz feliz - Delittus" nos ouvidos, pensei em você. Pensei em como faz 2 horas que eu estou aqui, inventadando coisas para fazer, só pra camuflar minha desculpa de esperar voce entrar, ao invez de estudar. Ai passou um filminho na minha cabeça, lindo filme, em um tipo de efeito cinema sabe? imagens meio amarelados, pra dar um efeito de que faz tempo que aconteceu. -entra refrão da música 'Pedir eu nunca quis, mas se te faz feliz, me esqueçaaaaaaaa', fim do refrão. Entra guitarras e bateria a toda, e tudo fica calmo de novo.- Linda música. Lembrei do amor, de como ele havia me deixado no chão hà um tempo atrás, lembrei de como eu desacreditei completamente em qualquer pessoa que me falasse 'eu te amo'. MENTIRA. O amor tinha acabado pra mim, tinha sido apenas um sonho, do qual eu me privei de sonhar. Lembro-me de como fiquei surpresa em sentir sua falta, nos primeiros dias de aula, e como o SEU amor, me fazia bem... Era relutante, mas havia algo em mim que me fazia amar de novo. Era suicidio, eu sei, mas o amor me atrai, desde sempre. Eu fui relutante, eu tentei ser cuidadosa, mas eu sou errante, eu sou uma adolescente fora de casa, eu não ligo pras regras, não quando estou apaxonada. -parte calma 'Você me fez mudar e me fez acreditar, quando não havia nada mais a crer'; entra mais guitarras e o vocalista pira, é lindo essa parte.- Carlos Drummonte de Adrade disse que o amor é um estado de graça. Pra mim, o amor é um estado de nostalgia. Enfim... Voltando para o filminho, lembrei das brincadeiras, das tuas risadas, dos teus abraços que antes eram mais constantes e procuravam os meus, das tuas crises de ciumes que foram raras, mas boas. Conforme o filme passa é clara a esperança que nasce em mim. O amor ainda existe, VIVA. haha. E eu ainda brigo com quem discorda que o pra sempre exista, mesmo eu nunca provando esse tal 'sempre', ainda luto por dizer que existe. É como Deus, não se vê, apenas, temos que acreditar né?!. Paixão passa, se não passar, vira amor, mas paixões passam. Passou? não sei! A musica acabou e eu insisto em volta-la, é linda demais. Eu sentada aqui, com uma dor no pé e outro no peito, digo que passa. Aprendi que tudo passa, momentos ruins, fases ruins, amores; (menos esse meu resfriado eterno). A vida é tão passageira que nos faz de passageiros tambem e acabamos nunca controlando-a e quando vimos, já passou é tarde demais ou apenas, acabou. Passou... Me diga uma coisa que ainda não passou? meu resfriado não conta. Minha familia permanece, é minha pô! Meus amigos? ficaram poucos, alguns e bons, mas a maioria foi-se tambem. Meu celular? quebrou, simples. Meu colegial? 3 meses, acaba, jamais volta e isso me traz saudades. Vamos lá, diga-me algo que ficou... Eu digo! A lembrança do meu primeiro amor, ficou! A lembrança dos momentos até eu chegar no meu segundo amor? Ficou! Minhas tardes de glória, metade do meu celular querido, espirros do meu ultimo resfriado, uma caixa inteira de todas amizades que foram e vieram e ainda vão. Ahhh, ficou tanta coisa, não do mesmo jeito, nem igual, nem mais forte, nem menor. Então eu cheguei a conclusão que as coisas não passam simplismente, elas mudam, pro bem ou pro mau, elas sofrer metamorfoses de lugares e valores. Ainda sim, tem coisas que desaparecem, como se fossem ar e não sentimos falta, essas não eram importantes e mesma que tragam pequenas saudades, é suportavel viver sem. Eu, não sou boa em metamorfoses e acredito que não gosto delas, pra mim as coisas deveriam ficar bem sempre, o amor, as amizades, o colegial. Tenho um pouco de medo das coisas mudadas, demoro pra me adaptar as novas regras e queria que nada mudasse, nunca. A vida não é assim, e sentada aqui eu percebo isso. Descubro tambem que meu medo da mudança é na verdade, medo de ser esquecida dentro de alguma caixa dentro de um armário, ou um porta retrato jogado em algum lugar. Minha falta de segurança me dá medo. E se não lembrarem? E se forem e não voltarem pra me lembrar?! Bobeira! Eu sempre me achei diferente, de todos. Sempre acreditei em coisas que ninguem mais queria acreditar e minha esperança eram das minhas virtudes, a maior. Minha persistencia em erros e acertos, marcaram-me, com cansaço e glória. Me orgulho de tudo que sou, errante e com todos meus defeitos nada poucos, me orgulho de amar e mesmo não tendo, acreditando no 'pra sempre'. Mas e ai? que que eu faço com meu orgulho? alimento meu ego interior?. haha! É que eu sempre quis amar, passar amor, viver isso. É que eu quis proteger todos aqueles que eu amo, acima de tudo, proteger da dor. Da dor da vida, que não é pouca, das dores do mundo que eu julgo fortes, da dor do amor, que se dado ou pedido de forma errada, pode até matar. Me auto-intitulei Guardiã de quem eu amo. Como se eu fosse forte o bastante, alta o bastante, feliz o bastante. " Jamais ver chorar ". É algo que vem de mim, cresci assim, protegendo, desda minha irmã à minha mãe, nos dias que meu pai estava fora. Me vi por muito tempo como alguem que não fazia nada, além da minha obrigação. Ai eu descobri que não era a minha obrigação, e eu estava fazendo muito, hà muito tempo. Mas guardiões são pessoas boas demais, pacientes demais, fortes! Não não, não sou isso. Apenas alguem que quer o bem, que não gosta de ficar triste (na frente das pessoas), que gosta de puxar um sorriso, mesmo que isso tenha que tirar da sua.! Alias, ja se passou tempo, que eu to aqui sentada, pensando em tudo e ligando a outras coisas. Lembrei que antes de tentar te amar menos, ou amar direito, eu tenho que me amar mais, e direito. Percebi que faz agora 3 horas que eu ainda te espero aqui, sentada, e você não entra na internet; ignorando completamente o fato que hà folhas e folhas que eu ainda nem li. Mas aí eu me pergunto, quantas horas eu perdi esperando você entrar, quantas horas voce perdeu me esperando? São iguais o resultado dessas perguntas?. Não, eu acho que não. E aí josé? que que isso muda, josé?. Nada. São fatos, que que eu faço com fatos, coloco num porta-retrato?! Voltando ao contexto do sofá... Eu estive pensando em você, e em como eu perco tempo, te esperando em vão e é tudo culpa minha. Ok. Espero que você entre, mas eu não vou estar online, alias, eu espero que eu nem esteja tentando vir aqui atualizar essa budega pra ver se voce entrou! Por que agora ja deu e eu preciso fazer outras coisas além de apertar F5 até a morte. É que agora, o ano ta acabando e eu quero fazer certo. É que eu to tentando me convencer de que se eu sumir por alguns dias, quando eu voltar você ainda se lembrará do meu nome e nada terá mudado, só as saudades aumentadas e só!
* tem um post aqui, nos rascunhos que um dia eu irei postar.
* tem uma parte dele que é assim ''* chato é ter que lembrar sempre, de dosar minha atenção, meu amor, meu carinho. É como se tivesse uma linha imaginária, dizendo que se eu pisar pra lá, a coisa desanda. É chato lembrar, que eu tenho que me conter, segurar, pra balanciar."
* escrevi, escrevi, escrevi, e não escrevi nada! haha!
* ja tinha me esquecido como nutella é bom!
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