terça-feira, 12 de outubro de 2010

Saudade...

Quando sinto saudade mesmo estando na mesma cidade que você, penso que então, eu nunca vou parar de senti-la, certo?. Pois quando eu for, embora, ela só tende a aumentar e eu perco o chão quando penso que a distância é proporcional a saudade, me matando a cada metro que eu vou correndo pro lado inverso da sua casa. E a dificuldade é mais proporcional ainda, com o amor. Mais amor, mais dificuldade. É quase um ciclo sem fim, presas num looping eterno, eu acho.
E a culpa não é sua, nem minha, então é de quem? Me arruma alguém pra culpar... por favor. Preciso culpar alguém...
É tão injusto, não é?
Eu sei que é.
E quando a onda que nos pega pelas pernas é a unica onda que não podemos pular? E aí?.
E quando a queda que vai nos matar é a unica queda que eu não posso salvar você ou eu?! E aí?
Quando tudo que cai não se pode ser segurado, pegado, concertado e posto no lugar de volta?. São coisas que sabemos que vai acontecer e só podemos nos preparar e torcer pra não doer tanto, como dói agora.
E eu torço, torço com todas as minhas forças, pra que não doa... tanto.
Injusta é a doer tanto.
E quando vemos o fim perto demais e uma parede nas nossas costas?!
Não tem pra onde correr, não tem como se esconder e voltar quando tudo tiver passado. Quando tudo tiver passado, não teremos pra onde voltar.
É só o inevitável chegando no nosso horizonte, borrando nosso céu, tampando o sol que eu ergui pra te dar Bom dia todas as manhãs das quais eu não pude faze-lo.

Mas eu ainda estou aqui... e ainda estarei... até quando o 'nosso' virar 'meu' e 'seu'... até quando tudo ficar escuro... até... sempre!

Vou estar.
Sempre com saudades. De você.

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