segunda-feira, 6 de outubro de 2008

corentes.

* E nao sei mais oque fazer com tantas palavras, e textos. Porque parece que toda rosa que eu envio a ti, se despedaça no caminho e te chega, somentes os espinhos, que te machucam e na tua pele parece pontos finais, parece. Mas só é 'final' quando eu digo. Quando isso acaba ou quando não mais, rosas te enviar. Não faz muito sentido tudo isso.

* Meus pulsos doem. E as linhas que eu escrevo deveriam grudar em meus braços e se tornar um belo bracelete, um lindo e belo bracele, mas hoje parecem correntes, que fas queimar meus pulsos, e tais queimaduras não sairam jamais (ou tão cedo), seram como tatuagens. Corentes que machucam meu braço e outro orgão vital, o coração. E cada palavra que sai, é outra corente que se prende em mim como seu bem maior, e eu desesperadamente procuro uma borracha, ou alguma chave, até perceber que o botão de 'delet' nao apaga nada que ja foi escrito. Ainda dói, e eu não sei mais oque escrever, se nada vai mudar, e eu não espero que mude, porque seu futuro assim sera melhor, bem melhor. Eu vou parar, sim. Mais só quando eu sintir meus ossos rasparem no aço, quando eu ver que não à mais nada pra prender. Eu paro. Quando eu não mais conseguir escrever, ou sintir, eu paro. E mesmo se for pra escrever lembranças, nossas lembranças, eu vou escrever, até que corentes se cancem de serem corentes, e viram laços, daqueles de setim, que voce desprende e prende com apenas um gesto.

* Te lembro que laços não prendem, apenas uni. E hoje eu sei a distancia que um laço aguenta antes de se romper. Se me perguntarem a distancia que um laço começa a se disfazer, e chega a repuxar nossos braços, eu sei. São 7 horas de viajens, e algumas esquinas.

* Te lembro de novo, que nos meus pulsos, mesmo que machucados, ainda se encontra um laço. Meio sujo, e com alguns nós cegos, que eu duvide um dia conseguir desfazer, mais ainda sim, um laço.

* No meu relogio marca: tarde demais. E ele me diz pra para de falar tantas coisas, que parecem mantras (como aqueles que voce tanto gosta) que faz sair das cinza sentimentos que penso não serem apropriados pra tal dia.

* Necessita-se de aulas de gramatica, de vergonha na cara e alguns abraços. Alguns dias de chuva tambem nao seriam ruim.

* Troco meu falhado dom da escrita por um quarto. Meu quarto.

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