* quase nenhuma cidade me deixa tão boba quanto São Paulo
* Todo esse ar sujo, essas cauçadas imundas e essa gente, hora feia demais, hora linda demais, me faz sonhar. Sempre um sonho meu, morrar em um lugar que tenha tanta gente, que nunca desse pra contar, nem conversar, nem conhecer todo mundo; assim sempre ficaria com aquela sensação de 'ainda existe alguem lá fora'. Complicado demais, eu jamais vou conseguir explicar. Busquei civilidade a minha vida inteira, busquei asfalto e sinaleiros, engarrafamentos e filas enormes, com pessoas que jamais veremos denovo; vida na cidade grande. Sou caipira, vim de uma cidade que todo mundo ja entrou na casa de todo mundo, tenho meus sonhos.
* Nada. Nada. Me faz me sentir mais viva do que a Avenida Paulista. Calçadas grandes e limpas, vitrines tão limpas, tão caras, tudo tão perfeito. Idiota, sou idiota e ainda tenho sonhos.
* Me instiga andar e olhar pra cara de todos na rua, descobrir em frações de segundo seu nome, sobrenome e por que ele esta andando tão rapido segurando tão forte um telefone celular. Passou, provavelmente, nunca vou conhecer ninguem aqui, provalvemente eu nem vá falar com alguem, mas ainda sim, tento descobrir o nome de todos que passam por mim.
* Anoite a cidade é viva, pulsa energia de cada bueiro e portinha que pode ser uma casa ou uma boate GLS style flash (oeishaaseiohhioeeasoihaseioshaihase). Essa duvida de 'nunca se sabe'; Nunca se sabe se o cara que anda atras de voce na rua vai te assaltar ou apenas passar apressado e desejar um boa noite mal pronunciado. Nunca se sabe se volta pra casa ou fica numa esquina qualquer, atropelado ou matando alguem por descuidos no volante. É grande demais, a cidade é viva demais, as possibilidades são mais que infinitas, respiramos elas, expulsamos, respiramos de novo, são tudo possibilidades, aquelas que eu procurei minha vida inteira e achei nos lugares mais improvaveis.
* Mesmo assim, essa cidade é um paraiso com tempo marcado pra mim. Uma semana, no maximo duas, nao consigo ficar mais tempo que isso presa sobre esses aranha-céus. O sol quase nao consegue penetrar no asfalto, por conta das coberturas que interceptão eles antes. Vou pra sacada e encho os pulmões de ar, é pesado, o ar tem cheiro de coisas, hora bom, hora despreziveis, são coisas, é São Paulo que respira. Olho pra frente e hà predios, hà pessoas trabalhando, carros correndo e fechando outros carros, senhoras andando com seus cachorros feios, um homem que não tem pressa no paço, quase não sabe pra onde vai. Tudo isso passando por de baixo dos meus pés. não sei o nome de ninguem, duvido que alguem deles tenham me visto. E o ar ainda é pesado, olha a nostalgia, o céu não é azul, não aqui; é quase uma alaranjado fraco, são gazes poluentes que tomam conta da camada. Não ver o céu me desespera; Me desespra tambem essa indiferença que as pessoas tem de veztir ao sair de casa. Não sei explicar [2] São Paulo é Foda, são paulo é são paulo!
* E mesmo depois de tudo isso, não me vejo morando em algo tão grande, em lugares tão frios, vivendo com pessoas tão indiferentes. É só um sonho, que na realidade é diferente demais, então espero que fique em sonho, por que é mais bonito lá, onde está. É a minha nostalgia!
* aqui eu posso tudo! é tudo grande demais pra gravar minhas pegadas.
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* Respirar todo esse ar sujo, me fez ter mais saudade ainda da poeira que se instala na minha cama uma hora dessas. Todas essas camas que não são minhas, só me fizeram ter mais saudade do colchão que eu conheço de cor. Todos esses kilometros que me fazem longe, me dizem que são feitos para serem percorridos.
* Toda sua falta me diz que eu ainda sinto ciumes. Até mesmo a parte mais idiota de mim esta revoltada com isso.
* é que ainda não me acustumei em ver alguem ai. Outra alguem.
* quero acreditar que ainda sou importante. pra voce.
*I'd Come For You - Nickelback
escuta, por favor e ve a tradução (:
Um comentário:
Não sei se bato ou se te mato.
Te amo ♥
- tem post pra você eu juro que foi antes de ler o seu.
Macaca <3
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