quinta-feira, 24 de setembro de 2009

* Agora eu pago meus pecados por ter acreditado, que só se vive uma vez. Pensei que era liberdade, mas na verdade, era só, solidão!

* Realmente, paguei/estou pagando todos os pecados que venha cometendo diante a 'sociedade'. Quando me diziam que a 'justiça' tarda mais não falha, nunca imaginei que serei ao pé da letra. Pois para a sociedade que hoje me julga, minhas idéias e opções são heresias das quais a penalidade maxima, é a vergonha. Onde por alguns segundos eu quase senti vergonha de ser o que sou, segundos de devaneio que me pegaram pelas pernas no momento do salto, ao nada. Mas são só devaneios. Não me mudaria de modo algum para o agrado de qualquer ser humano que não fosse eu mesma. Me mudar seria trair minhas raizes e meus ser interior que ficou por tanto tempo nas sombras de alguem sem voz. Me diziam que nada é de graça, o preço que eu pago hoje por escolher e ter o direito de viver minha escolha, é alto. Ja perdi amigos, amigas, familiares (?), por colocar minha escolha à publico. Dói, saber que certas pessoas e fatos jamais estarão na mesma frase juntos, de mãos dadas. Talvez não seja eu a errada, talvez simplismente a sociedade nao esteja pronta pra entender, talvez me façam desistir daqui um mês. Acho algo tão indiscútivel falar sobre os sentidos. Não se tem controle por algo que não sabemos nem como funciona, meus desejos, minhas atrações, jamais controlei nenhuma e hoje sei que jamais poderia pois são maiores do que eu, são o que fazem quem eu sou, e não trairia isso. Me torturo por ver meus caminhos me distanciando de certas pessoas, mas nada posso fazer. Querer uma vida normal, é pedir demais. Mas no minimo eu quero uma vida, justa.

* "Siga em frente" foi o conselho que ela me deu. Sem me avisar, que iria ficar, pra trás. Agora eu pago meus pecados por ter acreditado, que só se vive uma vez.

* O medo é essencial pra mim, pra qualquer pessoa essencialmente normal. Ele é quem desenha a linha imaginária dos limites, das horas que dizemos ' não dá mais, volte '. Tentamos fazer tudo certo, e temos remorso quando não o fizemos, porque temos medo de que um dia alguem descubra, ou até mesmo que nas horas do 'juizo final', 'Ele' nos castigue. É o medo tambem que nos obriga a fazer coisas que sem ele, não teriamos coragem, como correr sem parar ou olhar pra tras. Se tenho medo de perder algo, o protego e guardo, assim dou valor necessario a tal objeto que me interessa e meu medo diz-me que sem ele, sofreria. Ok, meu medo estipulou meu limite. Mas e quem se dispiu de tal medo?. Pergunto pois ela parece não ter medo de perder, pois tem em mente que nada é pra sempre, tudo passa, ninguem é insubstituível. Como se nada a fizesse temer, apenas aceita e diz 'é a vida, vamos seguir em frente agora'. Não sei entender, não cabe em palavras o tamanho da minha indignação que é pensar em pessoas como coisas passageiras e sem valor ALTISSIMO. Não sei entender, o conformismo de perda, não me entra na mente. Jamais veria algo saindo a minha tangente sem correr, pular, gritar seu nome, pedir pra voltar. Não sei. Apenas tenho meus sentidos e medos aguçados, pois eles gritam quando sinto o cheiro da perda. Isso me deixa frágil mas viva. Me deixa vulnerável mas quente. Dificil é ser assim, mais ainda é mudar, é jogar uma cutícula indureçido por cima de todos meus poros sensitivos, perde a graça pra mim, perde os cheiros e sabores, perde a essencia do amor; mas são coisas necessarias. Agora.

* O preço que se paga às vezes é alto demais. " Siga em frente" foi o conselho que ela me deu, sem me avisar que iria ficar pra trás. E agora eu pago meus pecados por ter acredito, que só se vive uma vez. Pensei que era liberdade, mas na verdade, era só, solidão.


* convenhamos, estive aos seus pés por tempo demais. Nunca havia feito nada parecido por ninguem, e não sei por que, dessa vez eu quis fazer. Quis cair, em queda livre e ainda gritar 'EU TE AMO', sorrindo. E hoje eu me pergunto 'por que'?. Me recordo de um medo antigo de me abrir, assim completamente, até mesmo para a primeira menina que realmente importou na minha vida, até mesmo pra ela, tinha meus receios, meus medos. Toda vez que sentia qualquer coisa fora do planejado, me assustava e voltava correndo pra casa, ela me viu fazer isso inumeras vezes, e nunca soubi se um dia entendeu, o porque de tanta pressa. Escolhi todas as horas erradas possiveis pra me jogar de cabeça em algum burraco, sou foda. Mas, cansei de cair assim, tão rapido, tão bruscamente, tão sozinha. Vamos lá, acho que andei evoluindo, ou apenas, cansada mesmo. Esse tempo me tira as esperanças e por um lado isso é ótimo! Me via andando por entre florestas perigosas e descalças, segurando sua mãos nós viveriamos aventuras lindas; hoje um descampado verde, com tenis de amortecedores bons e algumas visitas suas, me deixam não-triste. Não-triste, não quer dizer feliz, diga-se de passagem; apenas subintendesse que estária bom, ou daria pra viver.

* Não-triste não é meu modo de vida. obs.

* agora eu quero poder te ver regularmente, não pensar em voce (tanto), te ter e não te ter ao mesmo tempo. Eu quero te amar e te esquecer completamente. Quero te viver ao teu lado e te fazer sentir saudades que eu sinto. Te beijar e sair ao meio do beijo, pra que sempre tenha aos lábios metade de um beijo meu. Queria sonhar, durmir, queria passar em um vestibular, queria minha mae, queria minhas amigas, queria ficar rica e ter o mundo aos pés. Claro são só 'querencias'; vivo sem TODAS elas, mas me deixaria feliz, ter algumas. voce.

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entenda, não se afaste. Alias, fique ainda mais proxíma, o suficiente para sentir seu cheiro.
compreenda, minha saudade machuca mais do que seus tapas.
eu não suporto mais, ficar ao lado de quem eu não quero; por isso, prezo pelo seu corpo presente.

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