* Como você é medrosa. E não, isso não é uma crítica. É só um adjetivo que eu te emprego. Te vejo morrendo de medo de sentir coisas que alguém, um dia, te disse que iria te machucar e me inquieto na cadeira em não conseguir tirar da sua cabeça essa idéias boba de ter medo. Queria mesmo é te puxar de uma vez de dentro desse castelo e jogar toda a sua guarda-armada pra fora do seu caminho; queria mesmo é te colocar nas costas e sair por aí te mostrando como o mundo é ruim, perigoso, rude e como nós lidamos com isso. Por que nunca disse que seria fácil, mas acredito veemente que é compensador. Abrir os pulmões pro mundo, é estar exposto ao ar, poeira e giz, mas fecha-los é conjurar a morte. Te vejo aí, se privando de todo o ar que o mundo pode te oferecer e me inquieto na cama, pensando em como seria a sua reação... se eu te colocasse nas costas... e te levasse pra respirar os ares sujos e empoeirado... e principalmente... ares vivos, cheios de novos sons e cores e amores e dores... vivos. Não se sai pra guerra com medo de flechas, mesmo por que, para morrer basta estar vivo e fugir da morte é escapar da vida. Flechas e espadas estão voando por toda a sua volta e correr atrás delas não é o mais apropriado, mas criar um muro em volta de si mesma pra que elas não te peguem, não é aconselhável. Digo isso porque levo comigo várias cicatrizes de um corpo surrado e batido... minhas cicatrizes são minhas memórias mais vivas, são marcas de tudo que eu já fiz e tudo que ainda não me pegou pelas pernas, minhas derrotas estão cravadas na minha pele pra que eu nunca esqueça como conseguir tal feito... pois errar, a gente só erra uma vez... e pra acertar, precisamos que ter errado algum dia. Não tenho medo de sair pra guerra, nem que minhas antigas marcas me julguem e não quero esconder minhas dores... Eu só quero que se disponha a morrer, sofrer, chorar e me jurar que conseguira acordar no dia seguinte e falar: Ok, estou pronta... de novo. Pois, por mais que doa e por mais que queime, são só dores e dores passam, acabam, morrem... como nós.
''Do we hold the future, or does it come in peace?
And if it's in my hands, are you sure it should be in brittle hands like these? ''Jay Brannan - Can't have it all.
De qualquer modo, eu estou aqui. Fazendo vigia na porta do seu castelo !
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* faz assim, vem me ver... e depois a gente conversa.
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