sábado, 20 de março de 2010

* quanto tempo.

* oi

* quanta coisa mudou, mudou tanto que não tive tempo nem de vir aqui e ir ditando conforme os acontecimentos, então acumulou-se fatos, histórias, fotos. Hoje é um embaralhado de memórias que juntas não fazem o mínimo sentido pra mim, e separadas, também não, então eu fico com elas flutuando sobre as certezas que hoje são poucas. Bom...

* não ando cabendo nos cômodos da minha humilde casa, nem no campus da minha faculdade, nem na minha mente vazia, nem nos meus sonhos, nem nas minhas pálpebras, nem em mim. Ando vazando pelos cantos, pelas lágrimas, pelas águas que lavam tudo, menos a saudade. Dentro da mim tudo morre, morre a vontade, a fome, o sono, só não morre a saudade. Hoje vejo tudo, saudade andando nas ruas, entre as nuvens, saudade andando pelos meus sonhos novamente, só não vejo quem eu quero ver. Agora eu não sei mais distinguir o que é sonho ou imaginação, não sei se fecho os olhos e deixo meu sub consciente achar os quadros com seus retratos que eu pendurei por toda a extensão de memória que tenho, ou simplesmente quero muito te imaginar aqui e por isso tenho visões das quais sempre quis ter.

* E hoje esperar não faz sentido, alias, deixe quieto.

* Alias, por onde anda você? E por que eu não sei? e porque me importa tanto? E como isso devia ser, de fato?. E pra que essas perguntas, se as respostas estão aqui... dentro.

* me faltam palavras e fôlego, pra continuar. Câmbio.

* Vai doer de qualquer jeito, se é amor, tem que doer. Então que seja intensa, forte, que me derrube ao pé da cama e que passe, um dia. Que me tire todo o ar de uma vez e volte tudo tão rápido que meus pulmões tenham que fazer mágica para acomodar todo o ar novamente. Que me rebata uma unica e bruscamente vez... mas que um dia acabe. Mas então, se é pra doer, que doa muito, mesmo. Por que doses homeopáticas de dores diárias não está mais batendo com a minha grade curricular e me dando certa fadiga durante o dia, acabando com minhas costas e meu sono, matando meus anticorpus e minha sanidade, aos poucos. Mas que droga, aceite, siga, morra, volte.

* Então me diga, o que fazer?

* como é difícil. Nossa, como dói. Nossa, cadê todo mundo? E por que eu não vejo mais ninguém?

* Ei :/ devolve a cor dos meus olhos.

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