* some things change. And i do not have controll of this.
03/06/2010 . importante!
* E foi difícil. Mais difícil do que você pode imaginar. Alguns dizem que fazer a coisa certa é a escolha mais dolorosa, e não discordo. É quase impossível pensar em certo e errado quando se tem envolta tudo aquilo que um dia foi sonhado, mãos e unhas e carne, tudo aquilo que nunca foram juntos e juntos parecem que sempre ficarão, tudo que não pode estar perto o bastante pra se tocarem, era a unica coisa que me prendia ao chão. E o perto, esse perto que eu tanto pedi antes de dormir, esse perto que tanto preencheu minha caixa de entrada? Ele nunca esteve tão próximo; ela nunca esteve tão próxima do perigo; eu nunca estive tão próxima... dela. E o único barulho foi a respiração pesada, o toque da pele, o aperto, o som que o corpo faz quando entra em colapso de 'certo/errado'. Tantas coisas, tantas pessoas, tantos conselhos para seguir e eu só consegui me lembrar de falar: você não tem noção do que está fazendo. Eu que já tinha todo um discurso, toda uma encenação de 'isso não é certo', só consegui te olhar como quem pede 'por favor, não faz isso comigo', patético (no meu modo de usar essa palavra), me vi fracassando, vacilando conforme o tempo passava, tendo menos forças, saindo menos, me vi cair sobre meus conceitos quando não consegui mais dizer não, tentar te dar tempo pra pensar em o que isso significaria, tentar trazer seu lado racional a tona; mas eu olhei nos seus olhos e só vi alguém me chamando pra ficar perto. cai. como alguém que cai ao chão. eu não aguentei. você não me ajudou. me vi saltando rápido num pulo pra entender o que tinha acontecido... eu te beijei. Ah, depois de tanto relutar e lutar... eu te beijei. E quando olhei pra trás não vi nenhum sinal de arrependimento nos teus olhos e só uma mão que puxava-me de volta pra você e isso bastou pra mim. Não sou em quem vai falar o que você deve ou não deve fazer. E eu vou assumir a responsabilidade dos meus atos. Eu quis. Você quis. E eu só fiz o que o corpo mandou... fiquei tão perto quanto o possível, pra te ouvir respirar; assim como havia acontecido a tanto tempo atrás, agora com um final diferente, duas bobas de mãos dadas na lateral de um condomínio.
Eu quis. Quis você. E não, eu não me arrependo.
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Sabe, algo mudou. É tão obvio pra mim que eu quase não consigo enxergar, é tão claro que me cega, sinto que o ar mudou e mudou mesmo. Queria saber quanto tempo vai levar pra que isso torne-se palpável para meus pés. Sentir a mudança. Mudar com ela.
Será que dessa vez, foi no tempo certo?.
Morra tempo, morra.
05/06/2010. importante.
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