quarta-feira, 7 de julho de 2010

irritada.

não é nada, eu só ando irritada demais.

As coisas andam me irritando de um jeito que eu já sabia que poderia acontecer. É eu tenho esse defeito do tamanho do mundo, me irritar com as pessoas erradas, nas horas erradas, por motivos errados. É só uma vontade enorme de me libertar de alguma coisa que quer fazer eu parar de respirar, é uma necessidade de expressar aquilo que ninguém quer, e nem precisa ouvir. Sai em forma de tudo, chingamento, grito, textos, grosseria. Tudo que me afeta de um lado, ecoa do outro, pois meu corpo é tão pequeno tendo em visto a dimensão das coisas que estão ao meu redor. E eu sempre fui assim, completamente, excessivamente irritável. Tem pessoas que tem o dom, elas conseguem furar todo o meu bloqueio de bom humor e acertam o ponto que não deve ser acertado nunca. Tem gente que faz de propósito e não escuta meus avisos de 'você está me irritando e tem dez segundos para sair da minha frente' e tem nego que continua e continua e só para quando me vê fazendo ficar branco os nós das mãos, trincar os dentes e ver que eu estou prestes a pular em cima de alguém, aí para. Aí já é tarde demais porra, aí eu já perdi o controle faz tempo e a unica coisa que eu quero é fazer todo mundo entender o que eu tenho pra falar. Estupidamente egoísta e fútil, mas foda-se. Por que eu acho que o tanto de coisa que eu já aguentei de pessoas que não tinham o direito nem de abrir a porra da boca, eu preciso falar.

Eu reprimo muita coisa. Por mais que minha comunicação as vezes seja impecável, falha na hora que eu mais preciso. Eu deixo as coisas aqui dentro por medo de que saiam pela minha boca na hora errada; e só depois eu percebo que a 'hora certa' é quando da vontade de falar e não quando é a hora de falar. Essas coisas tem que sair do jeito que entrou, na mesma hora, o reflexo tem que ser perfeito. Deu, levou. Nessa ordem.

Tem sentimentos que me tiram do sério mais do que todas as pessoas quem sabem me irritar juntas. Ciúmes me tira do sério. Medo me tira do sério. Mas não é medo de escuro ou de fantasmas. São medos de verdade, coisas que me farão chorar de verdade.

E tem certas coisas que de tão idiotas que me incomodam, eu não falo por respeito aos outros. Ninguém precisa saber das minhas 'coisas idiotas'. Por vezes isso é tão bobo que até pra mim soa bobo. Tem vezes que eu me vejo irritada por coisas extremamente insignificantes mas que faz eu ser alguém que eu não quero ser.

Tudo que me torna pior, eu abomino. E sufoco até que um dia eu sinta que morreu.

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Existem pessoas que eu não me permito machucar.

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Existem outras que eu tenho saldo sobrando.

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Tem aquela que eu já machuquei demais.

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Tem a Amanda, que eu odeio decepcionar.

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E tem a Ana...
bom, ela é ela. <3

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